Dança Irlandesa
Sempre gostei muito de dançar, apesar de não levar muito jeito para a coisa. Como de praxe, por volta dos meu 4 anos minha mãe me colocou na aula de ballet. Tenho alguns fleches daquela época, embora o mais marcante tenha sido o professor querendo nos forçar além de nosso limite.
Depois disso, já adolescente, entrei na onda do axé, até fiz aula na danceteria Lumen, em Osasco, aos sábados de manhã. Depois ia nas matinês com minhas amigas praticar tudo o que aprendemos (e esperávamos ansiosas pelas festas de aniversário para botarmos para quebrar!) É o Tchan, Asa de Águia, Netinho, Banda Eva e por aí vai (e até hoje, nas festas de casamento, são as únicas músicas que me arrisco a dançar com coreografia).
Passada esta fase, já quis fazer aula de forró, jazz, dança de rua e dança do ventre, mas não encarei nenhuma.
Agora, com a Irlanda pela frente, resolvi pesquisar sobre a cultura deste país, especialmente a típica dança irlandesa e vou compartilhar com vocês um pouco do que aprendi.
A dança irlandesa tem influência dos druidas (dizem ser os primeiros praticantes em rituais religiosos), dos celtas e dos normandos, que comemoravam com rituais de dança cada novo território conquistado. Hoje é possível encontrar algumas variedades desta dança: jigs, reels, hornpipes, sets, half sets, polkas e uma espécie de sapateado, performado individualmente ou em grupo. A vestimenta remete às roupas do passado e os espetáculos mais famosos são o Riverdance, o Lord of the Dance e o Feet of Flames, por meio dos quais a dança irlandesa ganhou notoriedade mundial.
Riverdance
Polka
Pelos vídeos, é difícil dizer a diferença entre as modalidades jigs e reels, que utilizam movimentos muito similares, mas sem sapateado. A set e haf set são dançadas em casais, mas ainda assim com movimentos semelhantes às já citadas modalidades. Já a hornpipe traz o sapateado e geralmente é dançada por um grupo maior de pessoas. A mais diferente de todas é a Polka, que apesar de ser dançada em casais, não possui movimentos marcantes com as pernas, e explora mais o espaço.
O que é muito marcante na maioria delas é a postura imóvel da cintura para cima, a não utilização dos braços e mãos, que ficam acomodados ao longo do corpo e a coreografia complexa e sincronizada com as pernas.
A sincronia entre as dançarinas é tão incrível, que me lembro claramente de esta dança ter sido utilizada como exemplo num curso sobre gestão organizacional que fiz há uns dois anos, onde foi mostrado um video como exemplo de que numa organização é importante que todos trabalhem em sintonia, por um mesmo objetivo.
Estou ansiosa para aprender a dança irlandesa e mergulhar nesta cultura. Espero que existam escolas acessíveis (aceito indicações!). Mas enquanto sou apenas uma curiosa, fiquem com os videos de quem já é praticante. Quem sabe eu não apareça em algum um dia?
Para você está ou vai estar na Irlanda no meio do ano de 2011 e tiver a oportunidade, haverá espetáculos do Riverdance em Dublin, de 28 junho a 28 de agosto. Vale a pena conferir! Os ingressos podem ser adquiridos no site do grupo.
