Desde criança nunca passei um aniversário sem comemoração, pois meus pais, principalmente a minha mãe, sempre quiseram nos mostrar a importância de celebrar a nossa vida e a nossa saúde e compartilhar tudo isso com aqueles que amamos.
Eu carreguei isso comigo e, principalmente por estar longe dos familiares e amigos, não queria deixar meu 27° aniversário passar em branco. Era uma questão não só de celebrar os meus 27 anos, mas de me animar, fazer um auê, já que certamente sentiria falta de estar com todos que deixamos no Brasil.
Após um mês vivendo em Dublin, gostaria de compartilhar algumas impressões sobre esta terrinha acolhedora.
A começar pelas pessoas, a maioria com quem tivemos contato sempre foi muito atenciosa e simpática, em todas as lojas, mercados, restaurantes e mesmo nos estabelecimentos onde achávamos que elas poderiam ser mais “carrancudas”, elas podiam até ser um pouco sérias, mas tinham lá o seu “humor inglês”, que foi o caso de um trabalhador do Banco da Irlanda e do Departamento de Proteção Social.
A palavra que mais se ouve por aqui é “sorry”, que é usada tanto para pedir licença como para pedir desculpa, e é falada por todos, desde crianças até idosos.
Entre os dias 2 e 4 de março rolou na Trinity College a 33a edição da LEPRECON, um evento tipicamente nerd aqui em Dublin que eu não poderia deixar de comparecer.
Fiquei sabendo do evento pouco antes de chegar aqui por um amigo de eventos de RPG – Danilo Mamangava, que por sinal tem um ótimo blog sobre seu intercâmbio na Irlanda – e inclusive ele me falou que seria voluntário e me convidou para fazer parte do staff também.
Finalmente estamos de volta para relatar nossas experiências, depois de uma fase um tanto quanto conturbada e a ausência de internet. Algumas coisas que aconteceram nós já relatamos por aqui:
Ao chegar ao aeroporto de Dublin, tínhamos o desafio de passar pela imigração. Apesar de estarmos com toda a documentação exigida, estávamos com um friozinho na barriga, mas cada um pegou sua fila, eu a de cidadãos europeus e o Brú a de não – europeus e rezamos para dar tudo certo. A minha fila, apesar de maior, foi mais rápida e não precisei apresentar nada além do meu passaporte italiano. Já o Brú entregou tudo nas mãos da pessoa que o atendeu e teve que responder apenas a uma pergunta, se ele veio para estudar. Além disso ele também precisou tirar uma foto, e foi só! Nem acreditamos o quão fácil foi!
Como uma forma adicional de ajudar a galera a tirar suas dúvidas sobre o dia a dia na Irlanda, experimentamos uma nova ferramenta, o Stream Live Video (tweetcam), onde é possível fazer transmissões ao vivo.
No dia 25 de fevereiro fizemos o nosso primeiro chat ao vivo, contando com a participação de aproximadamente 30 pessoas que se conectaram para tirar suas dúvidas do que podíamos lhes passar dos nossos primeiros momentos em Dublin.
Acompanhem a gravação clicando neste link! Pretendemos fazer isso com freqüência, esperamos que gostem e participem!
Enfim chegou o grande dia, quer dizer, enfim CHEGAMOS! Depois de tanta preparação, planejammento e ansiedades nós finalmente estamos escrevendo nosso post diretamente de Dublin. Então para todos os que torceram e se preocuparam conosco, podem ficar tranquilos, está tudo bem! =D
Esse post então vai cobrir desde o momento em que pisamos no aeroporto Guarulhos até o momento em que pisamos no aeroporto de Dublin. Alguns assuntos que gostaríamos de ter falado antes da viagem, sobre como foram os outros dias e a arrumação das malas vão ficar para depois, então se preparem para alguns posts em ordem não cronológica dos acontecimentos, já que o que importa mesmo é documentar tudo.
Fala pessoal! Interrompemos a contagem regressiva no três para avisar que chegamos! É isso mesmo, a correria continuou e não conseguimos publicar mais nada, mas aguardem que ainda vamos falar das despedidas, dos últimos dias e da arrumação das malas. Então só para deixar registrado, fiquem com nosso primeiro vídeo direto de Dublin.
Ué?! Mas cadê a contagem do sete ao quatro?! Esses dias foram tão corridos e malucos que mal conseguimos chegar perto do computador para publicar nossa contagem regressiva.
É como diz o velho ditado, depois da calma vem a tormenta, e conosco não foi diferente, acabei tendo que acordar às 6 da matina, enfrentar o trânsito infernal de São Paulo para bater a cara no Juizado Especial onde teria que resolver um problema com uma certa empresa que não respeita os clientes.