Exercendo a cidadania italiana

Cédula de votação do referendo pouplar italiano

Nos dias 12 e 13 de junho os italianos deverão comparecer às urnas para votar a respeito de 4 assuntos: Privatização da gestão dos recursos hídricos; lucro sobre as tarifas de água; construção de usinas nucleares e comparecimento dos ministros nos tribunais, caso sejam convocados. Como cidadã italiana, recebi as cédulas de votação em casa e como é meu dever contribuir com este país que foi o berço dos meus avós, da minha tia e do me pai, e agora vem me oferecer tantos benefícios, inclusive o direito de exercer a cidadania, não posso deixar de votar!

Se você também recebeu e têm dúvidas no que colocar, não deixe que elas o impeçam de votar! Meu pai me indicou este site, é bem bacana e pode te clarear um pouco.

Para mim, o tema relativamente mais fácil de se votar seria o da construção de novas usinas nucleares, o que sem pensar duas vezes, colocaria que sou CONTRA! No entanto, gostaria de deixar dois links que podem ajudá-lo a decidir, já que apesar de todos os problemas que um acidente pode causar e apesar dos resíduos perigosos gerados, muitos países estrangeiros dizem não conseguir suprir a quantidade de energia que precisam apenas com as fontes limpas (eólica, solar..). Saiba mais sobre o assunto aqui.

Quanto à privatização, eu não sou contra, acho que ela é bem-vinda quando o governo não está dando conta do recado e temos exemplos disso no Brasil. Mas quem mora na Itália, diz que a gestão dos recursos hídricos pelo governo funciona, então meu voto é para que não seja privatizada e não haja lucro sobre a cobrança da taxa.

Voltando à construção de novas usinas, 58% da população italiana é contra e a Itália até deu uma pausa para repensar sobre o assunto. Eu continuo sendo contra a utilização desse tipo de energia, prefiro que os países sejam forçados a investir e pesquisar outras fontes, por mais segura que dizem ser a nuclear fora do Japão…

Quanto ao comparecimento dos ministros nas audiências quando convocados, acredito que devem comparecer sim, como qualquer outro cidadão!

É isso aí! Espero tê-los ajudado também!

30
maio 2011
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Expectativas (dela)

Vocês devem estar se perguntando o que eu e o Brú estamos esperamos viver na Irlanda, por que deixar o Brasil, que tem um ótimo clima, comidas dos mais variados tipos, lugares lindos, diversão para todos os gostos, e acima de tudo, nossos amigos e família.

O motivo de estarmos indo fica para outro post. Aqui, quero que descubram um pouco do que eu espero da Irlanda. Acredito que em primeiro lugar, ou talvez o mais importante, seja viver numa capital onde não haja a muvuca de São Paulo, e quando falo de muvuca, quero dizer multidão de gente, sujeira nas ruas, ar poluído, trânsito infernal, barulho, descaso, falta de cidadania etc. E com isso, também espero que a rinite, a ansiedade, a tensão e tudo de ruim que desenvolvi, seja amenizado.

Espero também fazer amizades com pessoas de outros países, nem que seja uma única grande amizade, pois deve ser uma experiência muito enriquecedora para a vida toda. Outra grande expectativa, é que, estando na Irlanda, eu possa com muito mais facilidade, conhecer a terra Natal do meu pai  e avós (Itália) e dos avós do Brú (Alemanha), primordialmente, e muitos outros países da Europa!

Estou ansiosa para me embebedar (calma, da cultura irlandesa!), conhecer cada detalhe de cada canto de Dublin, para me sentir parte deste lugar e para ser a guia de todos que queiram nos visitar!

Ah, e por falar nisso, acho que essa é a expectativa zerinho: antes de qualquer coisa, quero muito mesmo que consigamos uma vida estabilizada, para que tenhamos condições de receber todos que queiram nos visitar, bem como ajudar a trazer aqueles que não têm tanta condição assim. Com isso, quero proporcionar a todos que amo uma experiência de vida inesquecível, como forma de retribuir a tudo o que deles recebi, e com isso dar muito mais sentido à minha própria viagem!

Para finalizar, espero também contribuir com esta terra que vai nos acolher, com o pouco conhecimento que adquiri até hoje e com minhas características pessoais. Será que estou com muitas expectativas? Acham que alguma coisa do que escrevi vai acontecer? Continuem acompanhando nosso blog e confiram!

 

27
maio 2011
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Dança Irlandesa

Sempre gostei muito de dançar, apesar de não levar muito jeito para a coisa. Como de praxe, por volta dos meu 4 anos minha mãe me colocou na aula de ballet. Tenho alguns fleches daquela época, embora o mais marcante tenha sido o professor querendo nos forçar além de nosso limite.

Depois disso, já adolescente, entrei na onda do axé, até fiz aula na danceteria Lumen, em Osasco, aos sábados de manhã. Depois ia nas matinês com minhas amigas praticar tudo o que aprendemos (e esperávamos ansiosas pelas festas de aniversário para botarmos para quebrar!) É o Tchan, Asa de Águia, Netinho, Banda Eva e por aí vai (e até hoje, nas festas de casamento, são as únicas músicas que me arrisco a dançar com coreografia).

Passada esta fase, já quis fazer aula de forró, jazz, dança de rua e dança do ventre, mas não encarei nenhuma.
Agora, com a Irlanda pela frente, resolvi pesquisar sobre a cultura deste país, especialmente a típica dança irlandesa e vou compartilhar com vocês um pouco do que aprendi.

A dança irlandesa tem influência dos druidas (dizem ser os primeiros praticantes em rituais religiosos), dos celtas e dos normandos, que comemoravam com rituais de dança cada novo território conquistado. Hoje é possível encontrar algumas variedades desta dança: jigs, reels, hornpipes, sets, half sets, polkas e uma espécie de sapateado, performado individualmente ou em grupo. A vestimenta remete às roupas do passado e os espetáculos mais famosos são o Riverdance, o Lord of the Dance e o Feet of Flames, por meio dos quais a dança irlandesa ganhou notoriedade mundial.

Riverdance

Polka

Pelos vídeos, é difícil dizer a diferença entre as modalidades jigs e reels, que utilizam movimentos muito similares, mas sem sapateado. A set e haf set são dançadas em casais, mas ainda assim com movimentos semelhantes às já citadas modalidades. Já a hornpipe traz o sapateado e geralmente é dançada por um grupo maior de pessoas. A mais diferente de todas é a Polka, que apesar de ser dançada em casais, não possui movimentos marcantes com as pernas, e explora mais o espaço.

O que é muito marcante na maioria delas é a postura imóvel da cintura para cima, a não utilização dos braços e mãos, que ficam acomodados ao longo do corpo e a coreografia complexa e sincronizada com as pernas.

A sincronia entre as dançarinas é tão incrível, que me lembro claramente de esta dança ter sido utilizada como exemplo num curso sobre gestão organizacional que fiz há uns dois anos, onde foi mostrado um video como exemplo de que numa organização é importante que todos trabalhem em sintonia, por um mesmo objetivo.

Estou ansiosa para aprender a dança irlandesa e mergulhar nesta cultura. Espero que existam escolas acessíveis (aceito indicações!). Mas enquanto sou apenas uma curiosa, fiquem com os videos de quem já é praticante. Quem sabe eu não apareça em algum um dia?

Para você está ou vai estar na Irlanda no meio do ano de 2011 e tiver a oportunidade, haverá espetáculos do Riverdance em Dublin, de 28 junho a 28 de agosto. Vale a pena conferir! Os ingressos podem ser adquiridos no site do grupo.

20
maio 2011
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